22/04/15

E depois do adeus...



Em vésperas de mais um 25 de Abril da liberdade, e após vários anos a escrever na blogosfera, tomei a decisão de parar.
Agradeço a todos os que comigo partilharam este e outros espaços. Em especial ao Rodrigo e ao Armando.
Não há razões nem ressentimentos. Mas haverá certamente saudade - de mim falo.

Durante alguns dias manterei O Conto do Vigário on-line. Depois passará apenas à condição de "mera recordação".

E depois do adeus, espero continuar a caminhar no Pinhal do Rei e a respirar a maresia junto à Praia Velha,  a olhar o mar do Penedo da Saudade, a apanhar caruma e pinhocas para atear o fogo da paixão, a ler livros, a comer míscaros com os amigos, a rumar ao pinhal na Quinta-Feira da Ascensão, a amar esta maravilhosa terra que me viu nascer.
Não sei mas, talvez até peça a Lurdes Rata em casamento. Nunca se sabe o dia de amanhã...


Relaxoterapeuta
    (pseudónimo)




2 comentários:

  1. Caro Relaxoterapeuta

    Sempre ansioso por ler mais um dos seus textos deparo-me com a sua segunda despedida desde que nos encontrámos por estas andanças.Digo estas porque me parece que antes e por outros lados já nos tínhamos encontrado. Claro que o compreendo, não me tornasse eu um bloguer intermitente, não porque faltem assuntos, mas a motivação tem as suas coisas.
    Parece-me que um dia destes nos vamos encontrar por aí, nem que seja na boda do anunciado casamento cuja ementa sugiro uns "míscaros" do nosso pinhal pois a vida não está para grandes despesas.

    Abraço
    Rodrigo

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  2. A. Constâncioabril 24, 2015

    Agora que se despede, ao que parece de forma irrevogável, permita-me que o cumprimente e lhe agradeça os momentos de puro deleite que a leitura dos seus textos proporcionou.
    Não raras vezes, lia alto para a minha esposa ouvir, a prosa de muitos dos seus textos, enfatizando os diálogos com a sua empregada, ou os monólogos de uma ironia fina, onde a crítica ao "estado a que isto chegou", cortava, como fio de navalha, acontecimentos e narrativas da nossa vida, quer a nível local, quer nacional.
    Vou sentir saudades, mas espero tropeçar em si, numa qualquer tarde solarenga, na Praia Velha ou junto ao Farol de S. Pedro, a observar um qualquer pôr do sol que nos deslumbra e nos faz desejar um novo amanhã em que se repita.
    Um bem haja.

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